Sothern African Research and Documentation Centre

julius nyerere
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ASPECTOS HUMANOS

Socio-economico
O desenvolvimento socio-economico dos países e povos da Bacia depende do uso e gestão sustentável dos seus recursos naturais. A Bacia fornece a maior parte da energia gerada na região, apoia as economias de subsistência de algumas das mais pobres comunidades da África Austral e constitui um dos grandes bens de raiz na indústria de turismo e recreação. Tirando a África do Sul, a Bacia do Zambeze, é a maior indústria comercial na região da SADC, fomentando uma diversidade de aglomerados, incluindo os das minas, manufactura e agricultura. As principais indústrias incluem a hidroeléctrica e a de produção de energia térmica, as indústrias têxtil, química, farmacêutica, mobiliária, borracha, cimento e pesqueira.

A Bacia oferece terra para assentamento, cultivo, pasto e actividades culturais. Grande parte da Bacia é utilizada para a agricultura e conservação da fauna bravia. Estes e outros sectores oferecem emprego a população e rendimentos suplementares resultantes da venda de excedentes da produção e das actividades de gestão da fauna bravia baseadas na comunidade. A posse de terra é um dos principais constrangimentos aos padrões de gestão e uso da terra na Bacia, existindo três sistemas distintos de posse de terra. Estes sistemas incluem a terra para o cultivo comunal de pequena escala, terra para agricultura comercial de pequena e grande escala e terra do Estado.

Cerca de 40 milhões de pessoas vivem na Bacia do Rio Zambeze onde existem grandes assentamentos, incluindo as cidades capitais do Malawi (Lilongwe), Zâmbia (Lusaka) e Zimbabwe (Harare), e os centros comerciais de Kitwe-Ndola, Blantyre e Bulawayo.

Pobreza
A pobreza abrange uma vasta gama de privações que afectam a população e engloba a falta de oportunidades para uma vida criativa e produtiva, a exclusão social, a falta do acesso a informação, a privação de rendimentos, educação e saúde. Nos países da Bacia, a distribuição dos rendimentos encontra-se grandemente distorcida, com os 20 por cento mais ricos da população na maioria dos países a disporem uma enorme proporção do rendimento nacional. Angola, Botswana, Moçambique, Namíbia e Zimbabwe apresentam enormes desigualdades de rendimento, enquanto o Malawi, Tanzânia e Zâmbia têm uma desigualdade relativamente menor, embora os níveis de pobreza sejam elevados.

A pobreza e degradação ambiental encontram-se ligadas num ciclo vicioso em que as pessoas pobres não tem capacidade para cuidar do ambiente uma vez que não têm outra alternativa senão utilizarem, de uma forma insustentável, os recursos ambientais para a sua sobrevivência básica. As populações tornam-se mais vulneráveis, tanto social como economicamente, porque os ambientes degradados produzem menos recursos.

Política
Os recursos hídricos partilhados são uma fonte de conflito ou de cooperação entre ou no seio dos países da Bacia. Os conflitos podem surgir entre comunidades ou nações sobre a utilização da água, especialmente as quantidades requeridas. Contudo, quando bem geridos, os recursos hídricos partilhados são uma fonte de integração regional. Devido a necessidade de promover a cooperação regional na gestão dos recursos hídricos partilhados, os países da SADC assinaram um Protocolo sobre os Sistemas Fluviais Partilhados em Agosto de 1995, que foi revisto depois da ratificação em 1998 passando a ser conhecido por Protocolo sobre os Recursos Hídricos Partilhados. O protocolo procura facilitar a cooperação na utilização dos recursos hídricos partilhados e promover a integração da SADC.
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