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PRINCÍPIOS DA IWRM E A
BACIA DO RIO ZAMBEZETHE
O reconhecimento da necessidade da gestão dos
recursos hídricos de uma maneira integrada levou
formulação e adopção dos princípios de IWRM, também
conhecidos por princípios de Rio/Dublin, em 1992.
- A água doce é um recurso finito e vulnerável, essencial
para sustentar a vida, o desenvolvimento e o ambiente
- O desenvolvimento e a gestão da água deve basear-se
numa abordagem participativa, envolvendo os utilizadores,
planificadores e legisladores a todos os níveis.
- As mulheres devem desempenhar um papel central no
fornecimento, gestão e conservação da água
- A água tem um valor económico para todos os utilizadores
e deve ser reconhecida como um bem económico.
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Na Bacia do rio Zambeze, a relevância dos quatro
princípios da IWRM é ilustrada da seguinte forma:
- Os recursos hídricos do Rio Zambeze dependem
das condições climáticas e, como já foi referido,
secas e cheias tem exacerbado a vulnerabilidade na
região. Nestas condições, sendo a água um recurso
limitado é difícil quantificar e gerir.
- Os países da Bacia dependem destes recursos
hídricos para a sua sobrevivência. Assim, há
necessidade de uma abordagem participativa a
nível regional e a nível de cada país.
- As mulheres representam mais de 65 por cento da
população da Bacia do Zambeze. Muitas delas
vivem nas zonas rurais onde desempenham um
papel importante na busca de água para o uso
doméstico e para a agricultura. Contudo, elas não
tem desempenhado nenhum papel na tomada de
decisões sobre a alocação dos recursos.
- A água pode desempenhar um papel importante
para estimular o desenvolvimento económico na
Bacia do Zambeze e deve ser reconhecida como
um bem económico. Onde for possível, é
necessário que se recuperem os custos para garantir
a sustentabilidade dos investimentos usados no
desenvolvimento de infra-estruturas de água. Deve
ser equacionado o cruzamento de incentivos
porque a água é um bem de valor social muito
importante para a dignidade humana.
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2000 |
2025 |
|
Urbana |
Rural |
Urbana |
Rural |
| Angola |
13 302 |
25 940 |
31 |
69 |
15 |
34 |
8 |
| Botswana |
1 651 |
2 270 |
64 |
100 |
91 |
91 |
41 |
| Malawi |
10 160 |
18 695 |
14 |
80 |
32 |
52 |
24 |
| Mozambique |
17 245 |
26 730 |
35 |
17 |
40 |
53 |
15 |
| Namibia |
1 817 |
2 460 |
37 |
87 |
42 |
77 |
32 |
| Tanzania |
33 422 |
56 090 |
25 |
67 |
45 |
74 |
62 |
| Zambia |
10 755 |
18 285 |
43 |
64 |
27 |
75 |
32 |
| Zimbabwe |
13 485 |
17 395 |
43 |
90 |
69 |
90 |
42 |
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Gestão Integrada de Recursos Hídricos é um processo que
promove um desenvolvimento e uma gestão coordenada da
água, terra e outros recursos relacionados, por forma a maximizar
de uma maneira equitativa o bem estar económico e
social daí resultante, sem comprometer a sustentabilidade
dos sistemas vitais.
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