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Transição de liderança e terra são assuntos chave de
eleições nos finais de 2004
Três importantes eleições nacionais na África Austral durante o último quarto de 2004 tinham no seu âmago os assuntos chave de redistribuição de terra e transição da liderança política. Primeiro foi o Botswana que realizou as eleições parlamentares a 30 de Outubro, ganhas pelo incumbente Partido Democrático do Botswana (BDP) com 44 dos 57 assentos no parlamento. A questão da transição de liderança fervilhou durante a campanha. A questão de quem irá suceder a Mogae quando deixar o poder em 2008, foi o primeiro assunto pós-eleições atacado pelo partido e parlamento, com o endossamento de Ian Khama Seretse Khama, o vice-Presidente do partido, e vice-Presidente do país. Khama não teve concorrentes na corrida para as eleições como deputado parlamentar da sua área natal de Serowe, onde é o chefe dos Bamangwato, ou kgosi. É o filho mais velho do primeiro presidente do Botswana, Seretse Khama, e antigo comandante das Forças de Defesa do Botswana (BDF). Outro assunto que fervilhou nas urnas foi a relocação do povo Basarwa da sua terra ancestral na Reserva de Caça do Centro de Kalahari, o que actualmente está sendo disputado nos tribunais. A terra foi um assunto quente nas vilas peri-urbanas em volta da capital, Gaborone, que continua a apoiar massivamente os candidatos da oposição. Os eleitores namibianos foram às urnas nos dia 15 e 16 de Novembro, e reelegeram o partido no poder, a Organização do Povo da África Ocidental (Swapo), para liderar os destinos da nação 14 anos após o fim de uma longa luta armada para a independência. Atransição da liderança na Namíbia do Presidente Sam Nujoma, que dirigiu o país para a independência em 1990 e que vai se retirar do governo em Março de 2005. O seu sucessor é Hifikepunye Pohamba, o actual Ministro de Terras, Reassentamento e Reabilitação, que foi o candidato presidencial da Swapo nas recentes eleições. A Swapo obteve 75 por cento dos votos, e reteve 55 dos 72 assentos na Assembleia Nacional. Num segundo lugar distante posi cionou-s e o Congresso dos Democratas (CoD) de Ben Ulenga com 7.3 por cento, e quatro assentos. A Swapo vê a reforma de terra como uma chave para o desenvolvimento nacional e redução da pobreza, permitindo a estabilidade, tanto política como econnómica. Pohamba, no seu actual cargo, iniciou a aquisição de terras abandonadas para distribuição à maioria de cidadãos sem terra. Ele também preparou planos de atacar o vasto assunto de partilha da limitada terra arável, grande parte ainda nas mãos dos farmeiros brancos. Outro assunto nas recentes eleições foi a consolidação dos recentes ganhos no sector social, incluindo a saúde, educação, e infrastruturas de desenvolvimento. Em Moçambique, onde as eleições nacionais de 1-2 de Dezembro elegerão um novo presidente e parlamento, o incumbente Presidente Joaquim Chissano vai- se retirar após 18 anos. Espera-se que o seu sucessor como candidato da Frelimo, Armando Emílio Guebuza, ganhe as eleições como próximo presidente do país. Sob a constituição nacional, a terra pertence ao estado de Moçambique, mas eventos recentes geraram questões da forma como a terra e sua concessão são a loc ada s , p ar t i cu l a rmen t e aos estrangeiros operadores turistas desejando desenvolver a longa orla marítima de águas límpidas e praias pristinas do país.
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SADC Today, Dezembro 2004
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