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Festival de Artes dá cor as celebrações do dia da
independência da Zâmbia
Artistas de cinco países membros da SADC apresentaram uma série de artes e representações culturais durante os dez dias da cerimónia de comemoração dos 40 anos de independência da Zâmbia. Este acto deu expressão prática ao protoclo dca SADC sobre Informação, Cultura e Desporto que insta aos estados membros a organizarem conjuntamente tais eventos por forma a motivar a integração regional. De 18 a 28 de Outubro de 2004 artistas da região juntaram-se em celebrações que, para além de marcarem as comemorações de 4 décadas da independência da Zambia, evocaram o papel da Zámbia na luta armada para a independência da África Austral. No dia 24 de Outubro, dia Nacional da Zámbia, o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, que era o convidado de honra nas celebrações, evocou os “muitos sacrifícios” dos zambianos na luta de libertação de Angola, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbabwe. Ele disse que os 40 anos de aniversário da Zâmbia eram uma ocasião que recordava os estados membros da SADC a integrar a cooperar mais para libertação económica. Os organizadores do aniversário zambiano disseram que o evento era capítulo significante para a história zambiana bem como para a região em si. A Zâmbia foi o fulcro da história de libertação da África Austral, onde nacionalistas de Angola, Moçambique, Namíbia, Africa do Sul e Zimbabwe criaram suas bases de operações e receberam auxílio. O rganizadores disseram que o Festival de Artes e Cultura sobre a Independência foi um sucesso retumbante na medida em que atraiu artistas provenientes do Malawi, Zimbabwe, Madagáscar, África do Sul e da própria Zámbia. Esta foi a celebração da independência de toda a África Austral. As actuações também demonstraram a promoção da extensiva programação de filmes, música, teatro, exibições e literatura na região austral de África. “O festival da independência pretende criar um espaço informal para pessoas criativas e amantes da arte interagirem e gozarem as criações artisticas das nações enquanto providencia educação e aprendizagem”, disse Antone Barral, Director da Alliance Française, um dos organizadores. O festival atraiu intérpretes internacionais populares, incluindo o zimbabweano Oliver Mtukudzi, o malawiando George Phiri, Phinda Mithya de África do Sul e Tany Manga de origem malgaxe. Outros foram Tony “ Titi” Robin e Gulabi Sapera (Francês/Indiano) e Mahube Feat, Steve Dyer e Mauree Lilanda. O festival, disse Barral, foi uma oportunidade única de os músicos zambianos se juntarem e aprenderem experiências de músicos da SADC e estrangeiros. “Nós queremos trocar ideias sobre música e outros assuntos sobre cultura e arte,” disse. Uma colecção de músicos e cantores da África Austral sob a designação “Mahube” também actuou uma série de concertos durante a semana de independência da Zámbia. “Mahube” é o nome dado a um grupo topo de músicos e cantores da SADC que entenderam gravar e publicar vários albuns que foram cantadas na Zámbia sob a direcção de Steve Dyer, por forma a criar uma amálgama de músicos contemporâneos e celebrados. “Mahube” é um nome tswana que siginifica “Nova Madrugada” e reflecte o desejo destes músicos em participar na reintegração da Africa do Sul na vida cultural do subcontinente africano . “Esta música é uma rica e bonita mistura de ritmos contagiosos, vocais e harmonias em crescente,” disse Barral. “As harmonias intricadas e evocativas são sublinhadas por uma secção maravilhosa de banda e cercados por um arranjo claro e simpático.” Or organizadores disseram que o festival representou a celebração não somente da independência zambiana mas também a unicidade e liberdade da região da SADC como um todo. O protocolo da SADC sobre a Informação, Cultura e Desporto insta aos estados membros a facilitarem e promoverem grandes interacções e trocas entre agentes culturais, praticantes da comunicação social, atletas e pessoal desportivo da região.
Angola ganha vitória psicológica sobre as minas antipessoais
Os angolanos reflectiram sobre os dois anos de paz, depois de 27 anos de uma longa guerra civil, aquando da passagem dos 29 anos de independencia, a 11 de Novembro de 2004 A pesar deles continuarem a enfrentar desafios de desenvolvimento como a agricultura nas zonas férteis das terras altas devido a minas antipessoais, eles têm estado a contar alguns sucessos e oportunidades que vêm com a paz. Dentre estas vitórias nacionais da paz celebradas este ano, está a de um atleta angolano de trinta anos que bateu três recordes, nos Jogos para-olímpicos na Grécia, nas corridas dos 100, 200 e 400 metros, trazendo a casa as três medalhas de ouro. José Armando Soyovo perdeu a sua vista aos 25 anos enquanto sargento nas Forças Armadas de Angola, especializando-se em desminagem, quando o camião em que estava activou uma mina. Outra vitória angolana este ano foi na área da saúde, com a nomeação do Dr. Luís Gomes Sambo para Director regional da OMS para África.
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SADC Today, Dezembro 2004
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