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SADC Today, Vol. 7 No. 5 Dezembro 2004
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Desafio da capacidade humana da África Austral - por Agnes Phiri

A sub-região da África Austral encontra-se numa encruzilhada crítica de recursos humanos. Ela confronta-se com desafios sérios da capacidade humana que são exarcebadas pelos impactos interligados do HIV/SIDA, pobreza e desastres recorrentes.

A resultante enfraquecida capacidade humana para uma sustentada e eficiente disponibilização de serviços básicos sociais ao público a todos os níveis, exige novas abilidades e abordagens inovadoras se os países vão alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (MDGs).

Como resposta a esta urgência, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), países da África Austral, parceiros de desenvolvimento e outras agâncias e organizações das Nações Unidas (ONU) estão a promover, apoiar e implementar uma nova iniciativa – a Iniciativa de Capacidade da África Austral (SACI).

Embora esta iniciativa deia enfoque à África Austral, a sua aplicabilidade pode ser no futuro estendida para o ut r as p ar t e s d o cont in en t e co nf ro nt and o- s e com d e s a fios similares à capacidade.

O que a SACI?
A SACI é um quadro promovendo respostas a um número de áreas críticas de capacidade humana. A iniciativa apoia países na África Austral a desenhar e implementar um conjunto de acções adicionais e estratégias que abordam os complexos desafios de capacidade humana de uma forma sistémica e integrada.

O quadro apela para um novo sentido de urgência para responder as necessidades da capacidade que facilitarão o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Actualmente a SACI cobre a África do Sul, Botswna, Leostho, Malawi, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zámbia e Zimbabwe.

Principais componentes

  • Melhorar as políticas do ambiente para responder ao desafio da capacidade humana – promover nos esforços para fortalecer o quadro global de política para abordar os constrangimentos de capacidade humana no contexto dos actuais desafios. Isso envolve a adaptação, coordenação e desenvolvimento de instrumentos de políticas ou estratégias;
  • Desenvolver novas abordagens para uma disponibilização de serviços fortalecida – promovendo abordagens alternativas no re-pensar e reorganização de disponibilidade de serviços para maximisar o alcance, incluíndo consideração para novas formas nas quais as organizações de base comunitária e de sociedade civil, como também o sector privado, podem contribuir para melhorar a disponibilidade de serviços. Nessa área, as oportunidades para o uso da Tecnologia de Informação de Comunicações (TIC) para fortalecer a disponibilização de serviços é identificada e desenvolvida;
  • Está a surgir treinamento inovadore urgente para re s p o n d e r às novas exigências para abilidades e capacidade – isto envolve trabalhar com instituições para desenvolver programas de treinamento e competências em novas áreas tais como governação, segurança alimentar, pensamento estratégico e sistemas. Dentre outras abordagens, o enfoque é de trabalhar com instituições e outras agências em desenvolver a aquisição de abilidades e programas de treinamento para sectores chave tais como a saúde, educação, agricultura e serviços públicos, como também em novos sectores identificados;
  • Promovendo a estabilização, manutenção e utilização da capacidade – isto envolve a programação e colocação rápida de Voluntários das Nações Unidas (UNV) e outros esquemas existentes de voluntários para responder ao crítico défice de capacidade nos vários níveis nos países. Um aspecto apropriado disto é o desenvolvimento de Esquemas Nacionais de Voluntários, que podem engajar um número considerável de cidadãos nacionais de um grupo de graduados hábeis, ou pessoal reformado remunerado para trabalhar nos níveis nacional, distrital, local e de base no país para fortalecer a diminuída capacidade humana.

    Eskom promove Pensamento Criativo e Humanidade Comum
    A empresa estatal sul-africana, Eskom está a promover a independência da mente e o pensamento criativo entre a nova geração de líderes africanos, usando o conceito de ubuntu, o senso comun tradicional de humanidade que une os africanos no continente.

    O Presidente da ESKOM, Reuel Khoza, disse que a empresa identificou a boa liderança como a chave para a o desenvolvimento da cooperação e trabalho em equipa, que será bom para a companhia, seus parceiros, e sociedade em geral.

    Ele acredita que as auntênticas práticas comerciais africanas devem subsituir as eurocênctricas, de acordo com um artigo na revista Sunday Times, “O tempo para os líderes continentais assumirem seus legítimos lugares”.

    A Eskom levou a cabo um estudo sobre os modelos de liderança africana em África e outros lados, em resposta ao desafio do Presidente Thabo Mbeki de “Onde Estão os Intelectuais Africanos?”

    A Fundação para a Pesquisa da Liderança Africana da Eskom disse que os africanos,em geral, carecem de confiança em seus próprios valores culturais e devem trabalhar para a reposição da sua herança por forma a juntarem-se à comunidade internacional em completa dignidade.

    O estudo sugere uma companha de revitalisar o interesse pela práticas da liderança tradicional visto que muitos homens de negócio e políticos africanos esqueceram-se delas, ou nunca aprenderam de ondem vêem.

    Khoza propõe que Ubuntu promova a identidade, confiança, motivação e trabalho em equipe. Estas são as qualidads que muito interessam ao negócio numa altura em que a sustentabilidade depende do capital humano.

    “Os valores comunais da velha Africa estão mais pertos do espírito do comércio moderno do que os valores autoritários que associamos à gestão científica”, refere-se no artigo.

    “A liderança africana é cuidar e servir os outros, enquanto que a gestão científica foi o resultado das técnicas de produção em massa em que os trabalhadores se tornaram em meros anexos de tapetes rolantes, repetindo um trabalho não criativo.”

    A Eskom é uma empresa que desafia o afropessimismo existente dentre os intelectuais, homens de nogócio, comerciantes, insitindo que o continente possui soluções, ideias e valores que podem mudar a face do comércio global.

Este artigo pode ser reproduzido com crédito atribuido ao autor e editora.

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SADC Today, Dezembro 2004
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