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SIDA no Século XXI: Pandemia e globalização
OHIV e SIDA não é a primeira epidemia global e certamente que não será a última; é uma doença que está a mudar a história humana. O HIVe SIDA traz a nu as desigualdades globais. A sua presença e impactos são muito mais profundamente sentidos nos países e comunidades pobres.” Este livro olha para as origens do HIV e do SIDA, suas características de transmissão sua proliferação e contexto em África, e o impacto sócio-económico sobre lares e comunidades, incluindo na agricultura e no meio rural. Sumários de estudos de caso são apresentados em três categorias: Alta coesão social, riqueza baixa (Filipinas e Índia); Baixa coesão social, riqueza baixa (Ucrânia e Uganda); Baixa coesão social, riqueza alta (África do Sul e Botswana). Outros casos ilustrativos são desenhados a partir da República Unida da Tanzânia, República Democrática do Congo e outros. Há informação substancial sobre os outros Estados membros da SADC. Um capítulo sobre “Respostas” detém-se para aquilo que funciona, e argumenta pela importância da mudança de ambiente de risco como parte da prevenção. O fócus sobre o indivíduo pode ser uma “parte da estratégia” pelo facto de que intervenções baseadas no comportamento individual terem sido experimentadas em várias partes do mundo, mas que em muitos casos, a prevalência do HIV tem estado a subir. Outras intervenções são examinadas. O livro tem uma boa base de pesquisa, é bem escrito, e enquanto traça o contexto global, ele é enraizado em África, apresentando muitos exemplos da África Austral e Oriental, e contendo dados e análises relevantes. É um dos livros mais compreensíveis até agora disponíveis sobre o assunto. Contudo, uma lacuna significativa é a fraca informação sobre o impacto da doença na mulher e as desigualdades no género. O único índice sobre esta última matéria “Desigualdade no género, “ China e Índia” e o registo na própria página são justamente três palavras: desigualdade no género. As mulheres são mencionadas somente quatro vezes em todo o livro. O professor Alan Whiteside despendeu 15 anos na Unidade de Pesquisa Económica da Universidade do Natal antes de estabelecer em 1998 a Divisão de Pesquisa sobre a Economia de Saúde e HIV e SIDA, da qual é actualmente director. O seu principal interesse de pesquisa é o impacto económico do HIV e do SIDA; ele fundou e edita o boletim SIDA Análise África. Tony Barnett é professor de estudos de desenvolvimento na Universidade de East Anglia, tem viajado bastante estudando o impacto da pandemia do SIDA em África, Ásia e outras partes do Globo. AAssociação François-Xavier Bagnoud (FXB) foi fundada em 1989 para promover o conceito de saúde e direitos humanos. A FXB é um movimento em evolução composto de uma fundação, uma ONG internacional baseada na Suiça e organizações comunitárias em vários países em desenvolvimento; e define-se como um “empreendedor social”que espera mudar a ajuda tradicional para modelos mais efectivos através de exemplos e advocacia. Evitando os métodos tradicionais de intervenção, a FXP apoiou o trabalho do falecido Dr. Jonathan Mann, o primeiro director do Centro FXP para a Saúde e Direitos Humanos na Universidade de Harvard, que foi a primeira maior instituição educacional focalizando sobre o desenvolvimento do paradigma de que onde os povos são pobres e oprimidos, pandemias como o SIDA proliferam e a pobreza abunda. SIDA no Século XXI – Pandemia e Globalização Por Tony Barnett e Alan Whiteside, com a Associação François- Xavier Bagnoud, publicado pela Palgrave-Macmillan, 2002
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SADC Today, Agosto 2004
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