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SADC Today, Vol. 7 No. 2 Junho de 2004
Há necessidade de equilibrar o tratamento anti-retroviral com nutrição apropriada  -por Jabulani Sithole e Chipo Muvezwa
  English
Os países da África Austral foram solicitados a assegurarem que as intervenções de HIV e SIDA incorporem acesso ao tratamento, nutrição e questões de género, para além dos cuidados domiciliários e prevenção. O discurso e estratégias para lidar com o HIV e SIDA mudou da prevenção através da distribuição de preservativos, consciencialização geral, estratégias de informação, comunicação e educação para incluir questões de acesso ao tratamento através de terapias anti-retrovirais (ARV) e acesso a uma nutrição adequada. O foco agora inclui o tratamento de infecções oportunistas e lidar com sintomas de doenças graves, enquanto se oferece uma boa nutrição. Uma conferência do Movimento Pan Africano de Acesso ao Tr a t a m e n t o (PATAM) realizada em Março em Harare, Zimbabwe, explorou estratégias regionais para aumentar o acesso à terapia ARV e outros medicamentos essenciais para o tratamento de infecções oportunistas. A conferência notou que em qualquer país entre 10 a 20 por cento das pessoas vivendo com o HIV e SIDA (PVHS) precisam de um programa ARV. Contudo, atrasos no inicio da aplicação da terapia ARV foi citado como o principal impedimento no tratamento dos infectados. Os países da SADC reafirmaram a sua determinação de lutar contra a pandemia quando assinaram a Declaração de Maseru sobre HIV e SIDA que propõe uma abordagem multi-sectorial que envolve parceria com todos os actores para lidar com a situação. Infra-estruturas como laboratórios e serviços de aconselhamento para os programas de aplicação constituem um grande desafio para muitos países. Rene Loenwenson, do Zimbabwe, cuja sua organização é membro da Rede Regional para a Equidade em Saúde na África Austral (EQUINET), observou a necessidade da região melhorar os seus serviços sanitários e garantir que haja activistas de saúde para apoiar os programas. “Em parceria com a necessidade do aumento do acesso ao tratamento, estão os sistemas para facilitar o tratamento ereforçar os sistemas de saúde, através da consideração de formas para tornar o tratamento sustentável,” afirmou. Para os países que já iniciaram esses programas como o Botswana, tem havido melhorias nas vidas de muitas pessoas, apesar de os desafios prevalecerem. No conjunto de uma população de 1.7 milhões de pessoas, o Botswana possui 16.000 adultos e 1.500 crianças em tratamento anti-retroviral. Oitenta e cinco por cento dos pacientes melhoraram sua saúde e produtividade, enquanto 90 porcento dos que estão em tratamento por pelo menos 18 meses aderiram ao tratamento. Os programas de aplicação de antiretrovirais também iniciaram na África do Sul, Malawi e Zimbabwe. A falta de conhecimentos de tratamento e desadequada disseminação da literatura disponível constitui um impedimento para que as PVHS adiram aos regimes de tratamento existentes. As pessoas precisam de saber onde ter acesso ao tratamento, as condições para o uso da terapia e os efeitos colaterais. Um livro lançado recentemente “Vivendo Positivamente: Nós e a alimentação” apresenta uma abordagem prática para a pandemia do HIV e SIDA uma vez que muitos países africanos não podem comprar os ARV e porque a sua distribuição é limitada. O livro recomenda que uma completa nutrição que reforça o organismo e o sistema imunológico e destina-se a ajudar as pessoas a evitarem doenças que tornaram-se comuns. No topo da lista figura o HIV e SIDA seguida por diabetes, alta pressão, problemas cardíacos, cáries dentárias e os crescentes tipos de cancro. O livro afirma que utilizar solos pobres e as más práticas agrícolas como a monocultura e o uso de fertilizantes artificiais e pesticidas fazem com que a alimentação tenha poucos nutrientes. Os alimentos tradicionais africanos, de acordo com o livro, são nutritivos mas os Africanostem adoptado muitos a l i m e n t o s prejudiciais nos últimos 50 anos, copiando uma dieta “Ocidental”. O livro propõe que o equilíbrio nutricional deve ser apoiado por um suporte espiritual, físico e mental. São feitas sugestões para que uma dose herbal para fortalecimento imunológico seja consumido por pessoas vivendo com HIV; e indica que a preparação das ervas é muito mais barata do que os antiretroviarais (ARV) e não tem efeitos colaterais. Estas, tomadas com uma dieta adequada e suplementos de vitaminas podem ajudar a manter ou melhorar a saúde. Contudo, as pessoas são advertidas que apesar dos esforços para manter a saúde, elas cairão doentes ocasionalmente, e precisarão de assistência médica que tornou-se cara e as vezes não está disponível. Alternativamente, médicos tradicionais podem fornecer ervas efectivas que podem ajudar o controlo dos sintomas do SIDA e de outras doenças. A autora, Lynde Francis, do Centro no Zimbabwe, afirma que “já vi pessoas com SIDA a recuperarem dos sintomas do HIV e SIDA. Elas tornaram-se produtivas nas suas comunidades e são capazes de cuidar das suas crianças.” Francis vive com o HIV desde que foi diagnosticada em 1986 e partilha a sua abordagem para encorajar as pessoas vivendo com HIV a estarem fortes e saudáveis.
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SADC Today, Junho de 2004
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