Regional Economic Development Information Southern African Research and Documentation Centre
Version Française English Version

SADC Today, Vol. 7 No. 2 Junho de 2004
Procure os artigos da SADC TODAY    
A região da SADC partilha a vitória da África do Sul para Mundial de 2010

Aresposta dos vizinhos da África Austral foi marcadamente positiva em relação aos benefícios directos para a região do sucesso em acolher em 2010 a Copa Mundial de futebol, o maior evento desportivo do mundo.

O cometimento do Presidente Thabo Mbeki em transformar isto na Copa Mundial Africana foi recebido entusiasticamente uma vez que elevará o perfil da região e do continente como um destino de investimento maduro e estável, e aumentará a dignidade à percepção dos povos e países Africanos.

Os líderes Africanos reunidos em Dar- e s -Salaam,no dia 15 de Maio, o mesmo dia em que os resultados do concurso foram anunciados em Zurique, congratularam calorosamente o governo Sul Africano através do Vice Presidente, Jacob Zuma, que esteve presente na Cimeira da SADC.

O presidente em exercício da SADC, Presidente Benjamin Mkapa, da Tanzania, disse que estava “muito satisfeito” pelo resultado do concurso, descrevendo-o como “um grande conquisra para nós na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral.”

Um porta-voz de Alpha Oumar Konare, que preside a comissão da União Africana disse que “toda a África tem muito a beneficiar” de um evento que “também irá ajuadar a mudar a imagem de África da do conflito para actividades pacíficas tais como desportos”.

A região da SADC espera beneficiar-se directa e indirectamente através do potencial fortalecimento da economia sulafricana e do seu recorde comprovado de partilhar os benefícios através do aumentode investimentos nos países vizinhos e noutros lugares do continente. Uma firma contabilística prevê que os jogos gerarão um rendimento directo de ZAR21.4 biliões para a África do Sul e, que milhões seguirão em investimentos e benefícios de turismo'a longo prazo.

Organismos nacionais de desporto e turismo da região prevêem um aumento nas ligações desportivas e benefícios económicos a longo prazo, enquanto a mesma firma de contabilidade mostrou preocupação de que os fluxos financeiros gerais poderiam ser negativos para a região se muitos adeptos se dirigissem para o sul para assistir os jogos!

O Presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, anunciou planos de construção de três estádios modernos antes da Copa Mundial de 2010, dizendo que o evento beneficiaria igualmente a economia do seu país. “É muito provável que algumas equipas irão estagiar (treinar) na Zâmbia.”

As organizações nacionais de desporto reconhecem a importância dos contactos desportivos bem como do fluxo de rendimentos. Rafiq Khan, presidente da Associação de Futebol do Zimbabué, que se candidatou para a organização da Copa Africana das Nações de 2010 disse: “Nós vamos beneficiar dos preparativos da África do Sul para a Copa Mundial”.

Khan previu que “muitas equipas virão para estagiar cá, talvez por um mês, a caminho da África do Sul e isto elevará sobremaneira os nossos padrões.”

A Associação de Hospitalidade e Turismo do Botswana projectou subsequentes benefícios económicos no turismo, na indústria hoteleira em outros provedores de serviços, incluindo os operadores de transporte e de turismo, prevendo que visitantes estrangeiros serão atraídos para os seus mundialmenteconhecidos santuários da vida animal, tais como o Delta de Okavango.

O Presidente da Federação de Futebol do Botswana, David Fani, fez notar o desafio dos futebolistas do Botswana de tirar vantagens das oportunidades oferecidas pela Copa Mundial para melhorar e desenvolver o desporto local.

Na Namíbia, o secretário permanente do Comércio e Indústria, Andrew Ndishishi, previu benefícios económicos no turismo, transportes e provimento de serviços devido a proximidade da Namíbia a África do Sul. “Nós iremos vender os nossos serviços como um pacote.”

Tulimeyo Kaapanda da Câmara do Comércio da Namíbia apelou ao sector empresarial para se preparar atempadamente, dizendo que “seis anos não é, na realidade, tão longe como parece.”

Maria de Lurdes Mutola, de Moçambique, conhecida como “o expresso de Maputo” pela sua proeza nas pistas de atletismo disse que isto “constitui um voto de confiança real ao crescimento da África do Sul nos últimos 10 anos de democracia.”

O chefe executivo do Turismo Sul Africano, Cheryl Carolus, reforçou este ponto dizendo que vencer o concurso de 2010 significa que as anteriores percepções negativas seriam revertidas e o turismo estaria entre os muitos vencedores.

“Este reconhecimento terá um grande impacto na percepção de que os potenciais visitantes terão da África do Sul como um destino de classe mundial e no aumento da nossa reputação como um grande líder turístico,” disse Carolus.

Ultrapassado apenas pelos múltiplos eventos dos Jogos Olímpicos a terem lugar este ano em Atenas, a Copa Mundial de futebol é o próximo evento desportivo mais prestigioso e lucrativo do mundo.

O Presidente da Fedaração Internacional de Futebol (FIFA), Sepp Blatter, cumpriu com o compromisso de que a Copa Mundial será realizado em África em 2010, pelo que coube à África do Sul competir no concurso com quatro países do Norte de África, Marrocos, Egipto, Líbia e Tunísia. Batter disse que ficou surpreendido com a qualidades das apresentações da África, descrevendo-as como “inteligentes e elegantes.”

A apresentação técnica Sul Africana foi equilibrada, grande parte dos seus estádios já estão em uso e houve um apoio total ao concurso por um governo entusiasta bem como por homens de negócio, líderes desportivos e comunitários, incluindo o antigo Presidente Nelson Mandela. A equipa Sul Africana ao concurso incluiu estrelas de futebol, tais como Kalusha Bwalya da Zâmbia, Abedi Pele, George Weah e Roger Milla da África ocidental.

O Presidente Mbeki fez uma apresentação forte e fervorosa do apoio do seu governo ao concurso em Zurique e durante as celebrações, já de regresso ao seu país na esteira do anúncio, a sua mensagem principal foi de que a África do Sul fará o seu melhor para garantir o envolvimento de outros países Africanos, incluindo aqueles que participaram no concurso e perderam.

Ele apelou a todos os Africanos, incluindo aqueles que se encontram na diáspora, a desempenharem um papel activo em fazer deste um evento verdadeiramente Africano. A sua segunda mensagem foi de que o trabalho deve iniciar agora para garantir o sucesso no período de seis anos.

Espera-se também que o evento impulsione uma série de desenvolvimento infraestrutural de alto perfil, incluindo o rápido tráfego ferroviário entre Pretória e Joanesburgo e a Estátua da Liberdade em Porto Elizabeth.


Este artigo pode ser reproduzido com crédito atribuido ao autor e editora.

SADC TODAY, SARDC, P.O Box 5690, Harare, Zimbabwe.
E-mail: sadctoday@sardc.net
 
SADC Today, Junho de 2004
Qualquer comentário ou dúvida sobre o conteúdo da página, contacte a sadctoday@sardc.net
Comentários ou dúvidas relacionados com a própria página, contacte a webmaster@sardc.net.