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Sumário


Algumas das comunidades da região contribuíram imensamente para a ciência moderna e para o conhecimento do meio ambiente. O seu conhecimento dos indicadores da natureza, por exemplo, tem sido utilizado ao longo de gerações para localizar fontes subterrâneas de água antes da abertura de poços pouco profundos
Estado do Ambiente na
Bacia do Zambeze
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POVOS DA BACIA DO ZAMBEZE

Na Bacia do Zambeze habitam cerca de 38,4 milhões de pessoas, principalmente concentradas no Malawi, Zâmbia e Zimbabwe. Cerca de 22% encontram-se na Zâmbia e 29% no Zimbabwe, o que significa que mais de metade da população da bacia vive nestes dois países. Cerca de 90% dos habitantes do Malawi vivem na bacia, o que representa 31% da população total da bacia. Mais de 70% da população da Zâmbia e 72% da do Zimbabwe vivem no interior da bacia. Quase 33% da população dos estados da bacia vive dentro dessa bacia.

OS POVOS

Cerca de 30 grupos étnicos habitam a Bacia do Zambeze e pelo menos um terço destes grupos encontra-se na Zâmbia. A herança dos povos é rica em termos de gestão e vivência no seu ambiente. Algumas das comunidades da região contribuíram imensamente para a ciência moderna e para o conhecimento do meio ambiente. O seu conhecimento dos indicadores da natureza, por exemplo, tem sido utilizado ao longo de gerações para localizar fontes subterrâneas de água antes da abertura de poços pouco profundos. Durante gerações, as pessoas têm dependido do seu meio ambiente no que toca a materiais para a manufactura de aparelhos e equipamento adequados para apanhar peixe. Por exemplo, tecem cestos a partir de junco, que utilizam para capturar peixe quando o nível da água baixa em planícies alagáveis, lagoas e albufeiras. Das árvores, fazem canoas de tronco escavado, algumas das quais duram mais de 30 anos, eliminando a necessidade de abate contínuo de árvores e de desflorestação. As fortes crenças sobre a comestibilidade ou não de determinadas espécies de peixe e a capacidade de submissão à lei costumeira, ajudam a controlar a sobrepesca. .

Crescimento da População

A população da bacia está a crescer rapidamente. A taxa média de crescimento populacional dentro da bacia é de cerca de 2,9% ao ano, embora as taxas para os países individualizados variem. Na maior parte dos países, mais de 40% da população tem menos de 14 anos de idade, o que implica uma elevada taxa de dependência. As taxas de crescimento populacional são bastante elevadas no Malawi, em Moçambique, na Namíbia, na Tanzânia, na Zâmbia e no Zimbabwe. A manterem-se estas taxas de crescimento, a população duplicará durante a próxima geração. Nos países que integram a bacia, há três factores principais em termos de dinâmica de populações:

  • a população duplicará em menos de 25 anos;
  • a estrutura demográfica das sociedades constituirá um grande fardo para as economias nacionais devido à juventude da população;
  • os maiores crescimentos urbanos estão a ocorrer em pequenos centros urbanos, onde as pessoas dependem da agricultura e das indústrias agrícolas.

Densidade e distribuição da população

A densidade populacional média nos estados que compõem a bacia é de cerca de 28 habitantes por quilómetro quadrado, mas isto mascara graves problemas de sobrepopulação no Malawi, o país da bacia com maior densidade populacional -105 habitantes por quilómetro quadrado, seguido pela Tanzânia, com 36, a Zâmbia com 13, e o Zimbabwe com 29 habitantes por quilómetro quadrado. Cerca de 60% da população total dos países ripícolas vive em áreas rurais. A distribuição actual do direito à terra na bacia indica que algumas áreas são bastante utilizadas enquanto outras são sub-utilizadas em relação ao seu potencial. A tendência evidente é a de sobrepovoamento em áreas de aproveitamento comunitário da terra em virtualmente todos os estados e de densidades populacionais mais elevadas em torno das rotas regionais de transporte, como é o caso ao longo da principal via ferroviária da Zâmbia.

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