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Sumário


 

objectivo geral deste relatório é de desafiar as pessoas, os governos, as organizações, os investigadores e os meios de comunicação social a lutar por uma utilização racional dos recursos

 

 

Estado do Ambiente na
Bacia do Zambeze
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INTRODUÇÃO

O Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 representa a primeira vez em que foi realizada na África Austral uma avaliação de um único ecossistema e elaborado um relatório sobre ele. Embora o estudo do meio ambiente na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) seje relativamente recente, a abordagem tradicional tem sido a de o centrar nas fronteiras, recursos naturais e sectores nacionais. Este relatório desbrava um terreno novo, evidenciando o reconhecimento da região sobre a importância da gestão de ecossistemas nos esforços dos países da SADC, no sentido de um desenvolvimento sustentável e duma integração regional.

O Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 debruça-se sobre os recursos naturais comuns nesta bacia e toma em consideração questões ecológicas, sociais e económicas. Estes três factores são cruciais para que se alcance um estado de desenvolvimento sustentável na Bacia do Zambeze. O fundamento da gestão sustentável de recursos naturais é o de atingir um equilíbrio entre as necessidades humanas de recursos naturais e a capacidade do ambiente de responder a essas necessidades.

Drenando uma área total de 1.32 milhões de quilómetros quadrados e estendendo-se por oito países membros - Angola, Botswana, Malawi, Moçambique, Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe - a Bacia do Zambeze constitui um dos recursos naturais mais importantes de África. É um habitat importante no que se refere à biodiversidade.

A gestão sustentável da bacia é uma questão crucial não apenas para o desenvolvimento dos estados que a partilham, mas também para os outros países da SADC. O Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 constitui, assim, uma tentativa de dar relevo às questões ambientais na bacia e de identificar áreas de preocupação.

Formato

O Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000, que é publicado simultaneamente em Português e em Inglês, tem 13 capítulos divididos em três secções distintas: quatro capítulos apresentam informação relativa aos povos e a aspectos físicos da bacia; a segunda secção trata de questões ambientais, enquanto o último capítulo trata de tendências e cenários possíveis. Os temas tratados são os seguintes:

  • O Capítulo 1 apresenta uma perspectiva global sobre os povos e as questões na Bacia do Zambeze.
  • O Capítulo 2 debruça-se sobre características físicas e clima.
  • O Capítulo 3 abrange a água e os recursos da zonas húmidas.
  • O Capítulo 4 trata dos recursos biológicos e diversidade.
  • O Capítulo 5 cobre de agricultura.
  • O Capítulo 6 trata da indústria.
  • O Capítulo 7 apresenta questões relativas à energia.
  • O Capítulo 8 abrange do turismo.
  • O Capítulo 9 debruça-se sobre a poluição.
  • Capítulo 10 cobre a questão da pobreza.
  • Capítulo 11 trata dos assuntos relativos ao género.
  • Capítulo 12 centra-se na cooperação regional.
  • Capítulo 13 apresenta as tendências e cenários.

O Processo

O relatório Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 foi elaborado como parte do Communicating the Environment Programme (CEP), actualmente em curso. Ainda que a parceria inicial relativamente ao CEP envolvesse o Sector de Gestão Ambiental e da Terra da SADC (ELMS), a Sede Regional da World Conservation Union, para a África Austral (IUCN-ROSA), e o Southern African Research and Documentation Centre-Musokotwane Environment Resource Centre for Southern Africa (SARDC-IMERCSA), foram envolvidas, como parceiros de pleno direito na elaboração deste relatório, duas novas instituições regionais: a Unidade de Coordenação do Sector da Água da SADC (SADC-WSCU) e a Zambeze River Authority (ARZ). O nosso parceiro financiador foi a Agência Sueca de Cooperação para o Desenvolvimento Internacional (ASDI).

O Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 vai ao encontro de um dos objectivos chave da Agenda 21, o esquema para o desenvolvimento sustentável durante este século. A Agenda 21 salienta que a gestão integrada dos recursos naturais é a chave para a manutenção dos ecossistemas e dos serviços essenciais que estes proporcionam. Este relatório soma-se a outros materiais sobre o estado do ambiente que foram produzidos ao longo dos dois últimos anos, como parte desta iniciativa. Foram já publicados 12 fichas descritivas, 10 cartazes educativos, seis folhetos informativos, uma bibliografia de literatura sobre a bacia, uma base de dados fotográfica electrónica e uma página na internet.

Os parceiros envolvidos nesta iniciativa esperam que o Estado do Ambiente na Bacia do Zambeze 2000 e os outros materiais referidos popularizem as questões sociais, económicas e ambientais na Bacia do Zambeze. Estes materiais são dirigidos a um público alvo alargado, desde políticos e planificadores até à sociedade civil e comunidades da região, tanto urbanas como rurais.

O objectivo geral deste relatório é de desafiar as pessoas, os governos, as organizações, os investigadores e os meios de comunicação social a lutar por uma utilização racional dos recursos.

Em conformidade com os princípios emanados da Cimeira da Terra, no Rio de Janeiro, os parceiros envolvidos nesta iniciativa acreditam que os países da Bacia do Rio Zambeze e seus povos podem utilizar o seu ambiente para um desenvolvimento racional se existir um elevado grau de consciencialização ambiental. É nossa opinião que a bacia em particular e a África Austral em geral se encontram ainda em posição de tomar decisões sobre a política e gestão ambientais, bem como a de que uma população informada não só alargará e valorizará o debate, como também tomará uma acção positiva no alcance da sustentabilidade.

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