A ÁFRICA Austral está
preparada para uma outra boa
estação agrícola uma vez que os
peritos meteorológicos prevêem
uma queda normal de chuva na
estação chuvosa 2006/07.
De acordo com o 10° Fórum Regional
da África Austral sobreoPanorama
Climatérico (SARCOF), que se
reuniu no Botswana, em
Setembro, a estação chuvosa
2006/07 na SADC será dividida
em duas porções - a primeira
metade irá se prolongar de
Outubro a Dezembro e a restante
de Janeiro a Março de 2007.
A reunião do SARCOF foi
realizada para produzir um
consenso sobre a previsão dos padrões de quedas pluviométricas
na SADC na estação chuvosa
2006/07.
O panorama foi preparado por
cientistas climatéricos dos serviços
meteorológicos e hidrológicos
nacionais dentro da região da
SADC. As contribuições adicionais
foram feitas pelo Centro de
Monitoria de Secas na SADC
baseado em Harare, e o Instituto
de Pesquisa Internacional para o
Clima e Sociedade.
A previsão do SARCOF
aparece numa altura em que os
peritos climatéricos internacionais
advertiram sobre o desenvolvimento
de condições de ocorrência dum
El Ninõ em todo o Oceano
Pacífico nos cinco meses
passados, um desenvolvimento
capaz de deitar abaixo a
esperança de uma outra boa
estação agrícola na África Austral.
Nos finais de Setembro, a
Organização Mundial de
Meteorológica (WMO) advertiu
que os padrões climatéricos no
Pacífico equatorial têm desde Julho
desenvolvido uma tendência
notável para condições do El Niño.
| Outubro-Dezembro 2006 |
PROJECTA-SE QUE n a
primeira metade da estação
chuvosa, as partes do norte da
SADC têm uma alta
possibilidade de terem quedas
pluviométricas normais e acima
do normal.
Esta área compreende a
República Democrática do Congo
(RDC), o nordeste de Angola, a
parte do norte da República Unida
da Tanzânia, a maioria do norte da
Zâmbia, o sul do Malawi, e norte
de Moçambique.
Também prevê-se chuvas
normais e acima do normal, neste
período, na maioria das partes
da África do Sul, Namíbia,
Madagáscar, Botswana, Swazilândia,
Angola e do em todo o Lesotho.
Em outras partes da região,
durante a primeira parte da
estação, prevê-se chuvas normais
e abaixo do normal.
Isto cobre outras partes da
República Unida da Tanzânia, a
maior parte da área de
Moçambique, o norte do Malawi,
sul e o extremo norte da Zâmbia,
Zimbabwe, partes do norte da
África do Sul e da Swazilândia, a
maior parte do Botswana, a maior
parte de Angola, Namíbia, o
flanco do sul da África do Sul, a
parte do noroeste de Madagáscar
e Maurícias.
|
Janeiro-Março de 2007 |
Amaioria dos países da SADC têm
aumentadas possibilidades de
registarem quedas pluviométricas
normal e acima do normal de
Janeiro a Março de 2007.
O norte da Tanzânia tem a
maior possibilidade de ter chuvas
acima do normal.
Entretanto, alguns lugares
podem ter quedas pluviométricas
normais e abaixo do normal
durante a segunda metade da
estação. Estas são a parte do
sudoeste da RDC, uma grande
parte de Angola, Zâmbia ocidental,
extremo ocidental do Zimbabwe,
Botswana, a maior parte da
Namíbia, uma maior parte da
África do Sul, Lesotho, e a maior
parte da Swazilândia. |
O WMO disse que há um
acordo geral entre peritos em
questões do clima de que o
desenvolvimento de “um fraco a
moderado El Nino de larga escala é agora provável, e que tal evento
persistiria até princípios de 2007”.
As temperaturas da superfície
do mar no leste equatorial do
Pacífico perto da costa da América
do Sul tornaram-se quentes para o
fim de Julho, enquanto que os
padrões oceânico e atmosférico no
centro e ocidente equatorial do
Pacífico começaram também a se
assemelhar às circunstâncias
típicas de um estágio adiantado de
um evento do ELNiño em Agosto.
O efeito do El Niño foi
associado com os períodos
precedentes de seca que se
abateram sobre a África Austral.
O fenómeno faz com que a
temperatura do mar suba de
forma significativa e o ar torne-se
seco, afectando o processo da
formação da chuva.
“Em vista da situação em
desenvolvimento, requer-se um
cuidado adicional para formação
de expectativas sobre o impacto
naquelas regiões afectadas tipicamente por eventos do El
Niño,” disse a WMO, notando que
provavelmente a situação se torne
mais clara em Dezembro.