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SADC HOJE Vol 9 No. 1, Abril 2006
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Corredores conduzem o desenvolvimento de infrastruturas na SADC

OS CORREDORES constituem o ponto fulcral para iniciativas de desenvolvimento regional. Inicialmente, baseados em rotas de transporte, os corredores são importantes para o alcance dos objectivos económicos e políticos da região, particularmente devido ao facto de que quase metade dos Estados membro da SADC serem do interior e requere rem ligações regionais eficientes de transporte para terem acesso ao mar. Durante a década passada, os corredores tornaram-se sistemas harmoniosos de integração regional como iniciativas dentro da estrutura das Iniciativas do desenvolvimento Espacial (SDIs). Nós perfilamos alguns dos corredores nesta edição.

Corredores do desenvolvimento da Beira e do Zambeze
As iniciativas dos corre d o res do desenvolvimento da Beira e do Zambeze retendem desenvolver uma região económica que liga Malawi, Moçambique, Zâmbia e Zimbabwe, através dos portos da Beira.

Os objectivos chave são reestabelecer e modernizar as ligações das infraestruturas no interior.

Os projectos de desenvolvimento de infraestruturas incluem modernizar o porto da Beira, fornecimento da electricidade, viadutos do gás e do combustível líquidos, a proposta estrada Harare-Beira com portagens, o melhoramento das linhas férreas de Harare-Beira e a modernização dos aeroportos. Projectos em execução, incluem a linha férrea de Sena comissionada em 2004.

O desenvolvimento dos rios Chire e Zambeze em canais navegáveis visa aumentar opções de transporte para o acesso ao mar para o Malawi, país do interior.

A execução dum número de projectos baseados nos recursos naturais inclue a reabertura da mina de carvão de Moatize e o desenvolvimento de uma estação de energia térmica, desenvolvimento agrícola em Dondo e Chimoio, bem como o turismo nas terras altas orientais do Zimbabwe e do vale do Zambeze.

Corredor do desenvolvimento do Limpopo
Iniciativa da África do Sul, Moçambique e Zimbabwe (e finalmente Botswana e Zâmbia), é espacialmente focalizada na bacia do rio Limpopo. As áreas primárias de foco do desenvolvimento e investimento são a agricultura, processamento da mineração, turismo, e sectores relacionados de infraestrutura.

Os projectos de processamento da mineração estão centrados nos depósitos de areias pesadas na foz do rio Limpopo. A reabilitação e expansão do desenvolvimento agrícola de irrigação na área de Combomune-Chokwé estão em andamento.
Um programa foi executado para reabilitar a infraestrutura de irrigação e os trabalhos estão em curso para se reestabelecer as actividades de plantação da cana de açúcar e processamento do açúcar da Maragra e o açúcar de Xinavane.
A iniciativa também pretende estabelecer uma zona do desenvolvimento do turismo baseado na natureza de uns 260.000 quilómetros quadrados. Isto incluirá os projectos chave do parq u e Trans-Fronteiriço do grande Limpopo.

Iniciativa do desenvolvimento espacial do Libombo
A SDI do Libombo cobre a Suazilândia oriental, a parte do sul da província de Maputo em Moçambique e as áreas no nordeste do KwaZulu Natal na África do Sul. No seu epicentro está o desenvolvimento de novas estradas modernização de outras para abrir a área prática da agricultura e turismo.

A região do Libombo tem seis grandes ecosistemas interligados. A área tem uma grande diversidade de plantas e aves, reservas de parques e uma extensa linha costeira protegida. Os recursos naturais incluem lagos litorais tais como o parque de terras húmidas de Stª Lucia, que é um património mundial, e uma gama de locais arqueológicos.

O clima e os solos na área de Libombo combinam para o fornecimento de um ambiente excelente para a agricultura e há uma indústria do açúcar e florestamento prosperar.

Os projectos do turismo planeados na área são a península de Machangulo e reserva de elefante de Maputo, e as áreas Trans-Fronteiriças de conservação, chamadas frequentemente por “parque da paz”.

Corredor de Desenvolvimento de Mtwara
O Corredor de Desenvolvimento de Mtwara cobre os territórios do Malawi, Moçambique, República Unida da Tanzânia e a Zâmbia. O Corredor é percorrido desde o porto de Mtwara no leste à Mbamba Bay ao ocidente no Lago Malawi. Projectos dos transportes incluem a expansão e modernização do porto de Mtwara, dos portos de Mbamba Bay e Manda, ambos situados no Lago Malawi/Nyasa/Niassa. Outros projectos incluem a modernização do Aeroporto de Mtwara e várias infraestruturas de estradas e caminhos de ferro.

A Ponte da Unidade, desenhada para atravessar o Rovuma, irá contribuir significativamente para melhorar a conectividade da rede de estradas na região. Importantes também são a Estação de Energia Térmica de Mchuchuma, o viaduto de petróleo de Mtwara-Mbamba Bay e o projecto do gás do Songo.

Corredor do desenvolvimento de Maputo
O Corredor do Desenvolvimento de Maputo foi a primeira das SDIs a ser executada em 1995. Este liga a província de Gauteng da África do Sul ao porto de Maputo em Moçambique.

Os desenvolvimentos ao longo do corredor focalizaram-se na reabilitação e modernização das tradicionais ligações do comércio e transporte como uma base para um desenvolvimento económico abrangente. A estrada, caminhos de ferro e a infraestrutura e funcionamento do porto foram concessionados em Moçambique.

A participação do sector privado joga um papel importante no corre d o r, particularmente no investimento na construção de uma estrada com portagens que liga Witbank na África do Sul a Maputo (a estrada com portagens N4) e na melhoria do funcionamento de caminhos de ferro e portos em Moçambique.

Outros grandes investimentos do sector privado incluem a fábrica de alumínio de Moçambique (MOZAL), a fábrica do ferro e aço de Maputo, o Parque Indústrial do Beluluane e vários projectos da indústria do gás natural.

Estima-se que os desenvolvimentos no corredor criaram cerca de 15.000 empregos.

A iniciativa logística do corredor de Maputo (MCLI) foi lançada em 2004 como uma parceria do sector público e privado para criar maior consciêncialização e utilização do corredor. O MCLI emergiu como uma das instituições mais vibrantes inclusivas dirigidas pelo sector privado na África Austral.

Corredor de Walvis Bay
O corredor de Walvis Bay serve às partes central e sul da SADC, através do corredor de Trans- Kalahari que liga África do Sul Botswana e Namíbia, e através do corredor Trans-Caprivi que liga a Namíbia e Zâmbia ao Zimbabwe e à RDC. Este liga também Angola e Namíbia atravês do corredor Trans- Cunene.

Devido a sua localização e eficiência, o porto de Walvis Bay oferece substancial segurança para cargas sensíveis ao tempo. As iniciativas dentro do corredor focalizamse em estratégias para reforçar a eficiência dos sistemas do transporte no corredor ao longo dos seus três braços.

Os esforços iniciais do desenvolvimento focalizaram-se no corredor Trans-Kalahari. África do Sul, Botswana e Namíbia já têm concluído um acordo projectando melhorar o uso do corredor.

A ramificação a nordeste, o corredor Trans-Caprivi, foi terminado em 2004 com a abertura de uma nova ponte em Katima Mulilo e fornece uma rota alternativa de importação e exportação do cobre e para indústrias agrícolas e agro-processamento na RDC e na Zâmbia.

O corredor Trans-Cunene tem grande potencial como uma rota alternativa para a reabilitação económica e da infraestrutura no sul de Angola.

Walvis Bay foi classificado entre os melhores três portos da África desde 2000. Em 2003 a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD) escolheu-o como corredor modelo no continente africano.

Corredor de desenvolvimento de Tazara
O corredor de Tazara (chamado também o corredor de Dar es Salaam) é um artéria estratégica que liga a África do Sul a África do leste e central. Há um crescente tráfico nesta rota de dois sentidos: da África do Sul, Zimbabwe e Zâmbia no sul, e do corredor de Nacala em Malawi e Moçambique. O tráfico compreende maioritariamente a circulação do açúcar, cimento, combustível e maquinarias.

O corredor de Tazara, que fornece a distância mais curta por caminhos de ferro do Cinturão do Cobre a um porto é posse da República Unida da Tanzânia e Zâmbia. O corredor atravessa alguma das terras mais férteis a sul da Tanzânia e a norte da Zâmbia. A área tem grande potencial para a agricultura, turismo, mineração, florestamento e a pesca.


Corredor do Desenvolvimento de Nacala
O Corredor do Desenvolvimento de Nacala visa desenvolver um corredor económico ligando o Malawi no interior ao porto de Nacala em Moçambique. Aproximadamente 70 por cento da população do Malawi reside ao longo do corredor. Há necessidade de expandir e reabilitar a infraestrutura dos transportes para expôr o potencial de investimentos no corredor. O sistema de linhas férreas em Malawi e Moçambique já foi concessionado e o trabalho de reabilitação começou em partes que estão em más condições.



Corredor do turismo e da biodiversidade da Swazilândia/África do Sul (STBC)
Aparte sudoeste da província de Mpumalanga na África do Sul e na Suazilândia ocidental é dotada de ricas espécies de plantas e animais e uma geologia e arqueologia antiga.

O cinturão de Pedras Verdes de Barberton na área evoluiu entre 3,5 a 3,2 bilhões de anos, é o segundo mais antigo no mundo depois do grupo de Warrawoona na Austrália.

O STBC pretende combinar estas áreas em uma faixa contígua para a protecção dos ecosistemas, espécies e da geologia. O objectivo estratégico é a promoção do desenvolvimento sócio-económico sustentável e participativo.

Os objectivos específicos apontam para a utilização do potencial do turismo e da conservação e aumentar os benefícios que fluem para as comunidades rurais.

Turismo Internacional de Okavango no Alto Zambeze (Ouzit) SDI
O Ouzit foi inicialmente concebido e apresentado como um santuário da vida selvagem a ser situado dentro do contexto dos sistemas das terras húmidas de Okavango e do Zambeze. O projecto centrou-se em uma área núcleo do desenvolvimento que compreende 260.000 quilómetros quadrados incorporando parques em Angola, Botswana, Namíbia e Zimbabwe.

O desenvolvimento de infraestruturas projectado dentro do SDI compreende a interligação das regiões do interior do parque, o rápido seguimento das melhorias do tráfico aéreo e infraestruturas de transporte em países participantes, e o estabelecimento e a gestão de uma plataforma de logística ligada ao sistema regional melhorado dos transportes aéreos. A SDI de Ouzit está ligada ao Corredor do Desenvolvimento de Namibe a sul de Angola.

Corredor do Desenvolvimento de Lobito
O Corredor de desenvolvimento de Lobito é importante para o sistema de transportes regional uma vez que oferece uma saída estratégica para o mar em Angola, mais para a República Democrática do Congo e Zâmbia.

Este oferece a via mais curta ligando a maioria das regiões mineiras da RDC e Zâmbia à Europa ocidental e América. Em Angola, o corredor serve a muitas regiões onde aproximadamente 40 por cento da população reside.

As principais infraestruturas são o porto, a linha férrea de Benguela e as estradas para a RDC e Zâmbia. Iniciativas chave são a reabilitação e modernização da linha férrea de Benguela e do porto de Lobito, ambas em progresso. Um outro elemento chave é a reabilitação da existente rede de estradas que se estende por cerca de 1,800 quilómetros.

Corredor Norte-Sul

Este é um corredor de transportes que liga a África do Sul aos países ao nordeste, e é a ligação regional com mais circulação na África Autral e Oriental. O corredor Norte- Sul (também conhecido como o Corredor de Durban) é o corredor mais extensivo na região, ligando o maior número dos países na África Austral e Oriental.

Este liga oito países, e interliga a outros corredores incluindo os corre d o res de Trans-Kalahari, da Beira, de Lobito, de Dar es Salaam e de Nacala.

Infrastructuras chave são o porto, as estradas e as linhas férreas. O porto de Durban tem a maior capacidade entre os portos regionais.
 

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