Mozambique
Cálculo dos Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) Notas Tecnicass Casa

O IDH baseia-se em três indicadores: longevidade, medida pela esperança de vida nascença; nível educacional, medido por uma combinação da alfabetização adulta (ponderação de dois-terços) com a taxa de escolaridade combinada do primário secundário e superior (ponderação de um-terço); e nível de vida, medido pelo PIB real per capita (dólares PPC).

Valores mínimos e máximos fixos

Para a construção do índice, foram estabelecidos valores mínimos e máximos fixos para cada um dos indicadores seguintes:

  • Esperança de vida à nascença: 25 anos e 85 anos.
  • Alfabetização adulta: 0% e 100%.
  • Taxa de escolaridade bruta combinada: 0% e 100%.
  • PIB real per capita (dólares PPC): 100 e 40.000 dólares (PPC). Para qualquer componente do IDH, podem ser calculados índices individuais de acordo com a formula geral:
    xi Indice = Valor observado xi Valor mínimo
    Valor máximo xi Valor mínimo xi

    Se, por exemplo, a esperança de vida à nascença num País fosse de 65 anos, então, o índice da esperança de vida para este pais seria:
    Índice de esprança de vida = 65 - 25

    85 - 25
    = 40
    60
    = 0.667

    Tratamento de rendimento

    A construção do índice de rendimento é um pouco mais complexa. Ao longo dos anos, o Relatório Global de Desenvolvimento Humano utilizou uma formula particular para essa construção, explicada abaixo. Este ano, foi feita uma revisão completa do tratamento do rendimento, com base com base no trabalho de Anand e Sen (1999).

    O rendimento entre no IDH como um substituto para todas as dimensões do desenvolvimento humano ano reflectidas numa vida longa e saudável e no conhecimento em poucas palavras, é um substituto para um nível de vida digno. A abordagem fundamental no tratamento do rendimento foi guiada pelo facto de que a realização de um nível aceitável de desenvolvimento humano ano requer rendimento limitado. Para reflectir este facto, o rendimento foi sempre descontado no cálculo do IDH. A questão é, como deve ser descontado e em que nível?

    Nos anos anteriores, a prática foi descontar o rendimento acima do nível limiar do rendimento médio mundial, utilizando a formula seguinte:

    W(y) = y* for 0 < y < y* = y* + 2[(y - y*)1/2] for y* < y < 2y* = y* +2(y*1/2) + 3[(y - 2y*)1/3] for 2y* < y < 3y*

    Onde y é o rendimento per capita actual em dólares PPC e y* é o rendimento per capita limiar (dólares PPC) ao nível do rendimento médio mundial do ano para o qual o IDH é construído. O rendimento médio mundial foi tomado como o rendimento limiar na base de que cada pessoa deveria ter o rendimento que o mundo, em média, usufrui.

    Para calcular valor descontado do rendimento máximo de 40.000 dólares (PPC), utilizava-se a seguinte formula:

    W(y) = y* + 2(y*1/2) + 3(y*1/3)+4(y*1/4) + 5(y1/5) + 6(y*1/6) + 7[(40,000 - 6y*)1/7]

    Isto porque 40.000 dólares (PPC) está entre 6y* e 7y*. Com a fórmula anterior, o valor descontado do rendimento máximo de 40.000 dólares (PPC) é de 6.311 dólares (PPC).

    O problema principal com esta formula é que ela desconta o rendimento de forma muito drástica, penalizando os países em que o rendimento excede o valor limiar. Ela reduz os 34.000 dólares (PPC) entre O limiar e o nível máximo do rendimento para apenas 321 dólares (PPC). Em muitos casos, o rendimento perde a sua importância como substituto para todas, as outras dimensões do desenvolvimento humano que ano uma vida longa e saudável e o conhecimento.

    Este ano, o aperfeiçoamento no tratamento do rendimento tenta rectificar este problema, utilizando uma base analítica mais sólida para a metodologia. A fundamentação lógica e a fórmula adoptada no aperfeiçoamento aso discutidas em pormenor por Anand e Sen (1999). Para resumir, na construção do IDH deste ano, o rendimento é tratado usando a formula seguinte:
    W(y) = log y- log ymin
    log y max - log ymin

    Esta fórmula tem várias vantagens. Em primeiro lugar, não desconta o rendimento tão intensamente como a formula utilizada anteriormente. Em segundo lugar, desconta todo o rendimento e não apenas o rendimento acima de um certo nível. Em terceiro lugar, como mostra a figura, a assimptota começa muito cedo, pelo que os países de rendimento médio não são penalizados indevidamente; além disso, como o rendimento cresce mais nesses países, o seu rendimento crescente continuará a ser reconhecido como um meio potencial para maior desenvolvimento humano.


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