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Metodologia de desagregação e regionalização do PIB Notas Tecnicass Casa

Princípios gerais

Os métodos para a alocação do VAB por regiões/províncias variam em virtude de serem determinados pelo tipo de dados disponíveis, e da organização do próprio Sistema Estatístico Nacional. Genericamente, existem três métodos de regionalização:

  • O Método Ascendente que pressupõe a recolha e tratamento das unidades estatísticas elementares, considerando unidades de actividade económica ao nível local (estabelecimentos) e unidades institucionais (famílias e administrações públicas) e a sua agregação progressiva até ao nível regional pretendido.
    O Método Descendente que consiste na desegragação do produto nacional segundo o indicador regional, resultando da utilização de unidades elementares apropriados, isto é, se for utilizado um indicador global ao nível macro-económico mais ou menos aproximado do fenómento que se pretende medir. Assim, o valor nacional é repartido na base de um indicador que é tão próximo quanto possível da variável a estimar. O método é chamado descendente porque o agregado é afectado a uma região e ano a uma unidade de actividade económica local ou regional. No entanto, a noção de actividade local continua, ma maior parte dos casos, a necessitar de uma afectação correcta. Por exemplo, o VAB de transporte ferroviário pode ser afectado ás regiões de acordo com o número de passageiros e tonelagem de carga.
  • O Método Misto que consiste na aplicação simultânea dos métodos ascendente e descendente na medida em que o Método Ascendente raramente se encontra na sua forma pura. Há sempre falhas nos dados que têm de ser preenchidas com recurso á abordagem descendente. Do mesmo modo, muitos métodos descendentes incluem frequentemente dados de fontes exaustivas, do mesmo modo que as estimativas ascendentes. Assim, os métodos mistos são a norma.
  • No entanto, a escolha entre os métodos ascendentes e descendentes depende sobretudo das fontes estatísticas disponíveis.

    Neste trabalho, utilizamos o método descendente cujo o principal agregado regional constitui uma réplica dos seguintes agregados da Produção, Consumo Intermédio, Valor Acrescentado Bruto e o Produto Interno Bruto (PIB), na perspectiva de que o output resultante destas estimativas seja o reflexo das Contas Nacionais, compilado e publicado pelo Departamento das Contas Nacionais do INE.

    Uma vantagem deste método é a coerência numérica entre as contas nacionais e regionais, e são mais baratos de desenvolver, na medida em que exploram dados já existentes, não exigem novos registos exaustivos e é o método mais recomendado na situação em que não exista qualquer informação das unidades de actividade económica local.

    Com base nestes pressupostos procedeu-se primeiro à estimação do valor da produção de cada um dos sectores de actividade com base numa amostra de 142 produtos considerados representativos de toda a actividade económica.

    Para a alocação da produção por província, tomou-se como referência, os mapas de equilíbrio de cada ano elaborados pelo Departamento das Contas Nacionais do INE para cada um dos 142 produtos. O principal pressuposto é que a soma das produções de todas as províncias deve ser aproximadamente igual ao valor da produção dos equilíbrios.

    As decisões quanto aos critérios anteriormente definidos são fortemente restringidos pelos dados disponíveis e pela sua qualidade. Em geral, a utilização de indicadores da produção bruta ou das vendas para fazer a afectação do VAB às regiões parte do princípio de que o consumo intermédio corresponde à mesma proporção da produção em todas as regiões

    Com base nestes critérios foi estimado o valor de produção por província para 1997, 1998 e 1999. Uma vez obtido o valor de produção foram aplicados os coeficientes do consumo intermédio por actividades, na base de que os mesmos são iguais para todas as províncias. Finalmente, como recomenda o SCN93, o Valor Acrescentado corresponde, em termos residuais, á diferença entre a produção e o consumo intermédio.


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