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A epidemia do HIV/SIDA apresenta desafios multifacetados para o
sector da educação. Por um lado, a educação
tem de se estruturar para gerir os efeitos da epidemia nas suas
diversas formas, desde a enfermidade e perda de educadores e existência
de crianças infectadas no universo de alunos, passando pela
preparação do sistema e dos educadores para atenderem
às necessidades especiais de uma população
crescente de crianças órfãs entre os alunos.
Por outro lado, o sector será, simultaneamente, chamado a
desempenhar um papel de vanguarda no esforço de prevenção
de novas infecções ao mesmo tempo que terá
de desencantar recursos adicionais para se sustentar, manter e melhorar
a qualidade do ensino e alargar o acesso. É uma tarefa gigantesca,
uma missão quase impossível. A educação pode desempenhar um papel preponderante
no controle da epidemia é inquestionável. O sector
lida com àqueles que, pela natureza da sua idade, são
parte da chamada 'geração de esperança' - os
jovens dos seis aos 15 anos de idade que ainda não são
na sua maioria sexualmente activos, e que consequentemente poderão
não ser ainda seropositivos, salvo nos casos em que o contacto
sexual não seja o único vector de transmissão
do vírus. A educação, no seu sentido mais amplo, é crucial
para responder eficazmente à epidemia. Isto não só
constitui uma sobrecarrega para o sistema de educação
como é uma responsabilidade acrescida. A situação
é agravada pelo facto de que o sistema de educação
terá de se desdobrar para desempenhar este papel multifacetado
num contexto onde ele próprio estará a ser severamente
afectado pela epidemia, por um lado, e a envidar esforços
para alargar o acesso e melhorar a qualidade do ensino, por outro. Para que o sistema de educação responda às
necessidades das camadas mais jovens deve estar capacitado para
fazer face aos desafios que a epidemia lhe apresenta. Nos últimos anos, os profissionais do sector da educação e os que estão familiarizados com o HIV/SIDA têm estado empenhados na pesquisa sobre como fazer avaliações sectoriais eficazes. Embora o número destes estudos seja limitado (vide Kelly, Carr-Hill, Katabaro e Katahoire, 2000 e JTK Associates, 1999), existe uma crescente compreensão sobre a importância de contabilizar o impacto do HIV/SIDA no processo de planificação no sector de educação. |
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