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A esperança de vida em Moçambique, estimada em 43,5
anos em 1999, é das mais baixas do mundo. O Relatório
Regional de Desenvolvimento Humano (RRDH) de 1998 estimava que a
esperança de vida nos outros 13 países da região
da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC)
em 1995 variava entre os 72 anos nas Seychelles e 41 anos no Malawi,
no extremo oposto. (PNUD-SADC-SARIPS, 1998:Tabela 1). A esperança de vida à nascença é um
dos indicadores principais utilizados para medir o bem estar de
uma população e é uma três variáveis
utilizadas para determinar o Índice de Desenvolvimento Humano
de um país, em parceria com o rendimento per capita e o nível
educacional. O HIV/SIDA ataca de forma directa ou indirecta os três
indicadores simultaneamente. Projecta-se que a esperança
de vida em Moçambique possa decrescer substancialmente e
que, dentro de dez anos, possa ser reduzida em 1/3 devido ao SIDA. Como foi demonstrado no RNDH 1999, a esperança de vida é
um indicador que varia substancialmente de região para região
no interior de Moçambique, em conformidade com o estágio
de desenvolvimento. A região com a esperança de vida
mais elevada é o Sul com 46,5 anos para os Casans e 53,4
para as mulheres e a região com o nível mais baixo
é o Norte com 41,1 para as mulheres e 39,2 anos para os Casans.
No Centro a esperança de vida é de 38,8 para os Casans
e 41,6 para as mulheres. (PNUD, 1999:25) O nível baixo e diferenciado da esperança de vida
nas diversas regiões de Moçambique é explicado
em parte pelas assimetrias de desenvolvimento económico,
a fraca e diferenciada cobertura dos serviços de saúde
resultantes do efeito combinado do legado colonial e o conflito
armado. As regiões com uma esperança de vida baixa
e um nível de desenvolvimento humano frágil são
ao mesmo tempo aquelas que têm os índices mais altos
de incidência de seroprevalência. A redução da esperança de vida em Moçambique devido ao SIDA é consentâneo com a tendência verificada noutros países (gráfico 4.2). A esperança de vida no Zimbabwe, por exemplo, decresceu de 53.4 para 44 anos em apenas três anos (de 1996 a 1999), enquanto no Botswana a esperança de vida decresceu de 65,2 anos para 47,4 anos durante o mesmo período, afectando negativamente a classificação desses países no ranking mundial com base no IDH. (PNUD, 1998) |
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