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O presente capítulo pretende retomar a análise iniciada
no Capítulo 5 da edição de 1999 do Relatório
do Desenvolvimento de Moçambique sobre o impacto social e
económico do HIV/SIDA. Para alguns utilizadores assíduos do RNDH de Moçambique,
a insistência de novo na questão do HIV/SIDA pode certamente
parecer repetitiva e enfadonha, uma vez que o tema foi abordado
em pormenor na edição de 1999. Alguns podem até
interrogar-se se o Relatório não estará a insistir
na abordagem do HIV/SIDA pelo simples facto de ser um tema em voga. A percepção dos autores deste Relatório é
que o HIV/SIDA não é uma moda e deixou há muito
tempo de ser apenas um problema de saúde para se transformar
num problema de desenvolvimento. A epidemia mexe com todas as esferas
sociais, seja no âmbito económico, político,
social ou mesmo cultural. Por isso a análise do impacto da
epidemia em todas as suas dimensões e desdobramentos é
um tema que dificilmente se poderá declarar como esgotado
em Moçambique. O que pode variar são as abordagens. A principal inovação deste Relatório é
que ele representa uma primeira tentativa de análise sobre
o impacto da epidemia no sector da educação. Convém
sublinhar, à partida, que não é pretensão
do capítulo apresentar receitas acabadas sobre como o sector
da educação pode lidar com o HIV/SIDA para minimizar
o seu impacto, mas tão somente contribuir com uma primeira
abordagem do possível impacto da epidemia no sector. O capítulo
chama a atenção sobre alguns aspectos julgados pertinentes
e que, quando tidos em consideração, podem ajudar,
de facto, a minimizar os efeitos da epidemia. Os autores socorrem-se
para o efeito, sempre que possível, a exemplos ilustrativos
de países que sofreram os efeitos do HIV/SIDA mais cedo que
Moçambique, e que têm informação substancial
sistematiza sobre os efeitos devastadores da epidemia sobre o desenvolvimento
humano. |
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