Nos finais da década 1980, aparecem sinais no horizonte
político que abrem a esperança de uma paz possível
e próxima. É nesse novo contexto que o sector da educação
relança o desafio do ensino primário universal iniciado
em 1983 com a introdução do SNE. Neste quadro, foi
concebido um modelo com base no qual se procedeu à projecção
de diferentes cenários de evolução de efectivos
estudantis no ensino primário e secundário. Iniciou-se
a introdução da micro-planificação e
da carta escolar na planificação da educação,
com a finalidade de estimar com maior rigor as necessidades locais
para o desenvolvimento da educação.
A evolução da taxa bruta de admissão foi decrescente
no período de 1981 a 1992 tendo atingido o valor mínimo
de 60% em 1991/92. Desde então, a tendência da taxa
bruta de admissão foi crescente mas em 1999 ainda não
se tinham atingido os níveis de 1981 como ilustra o gráfico
3.7.
O número de estudantes matriculados teve uma tendência
de estagnação durante os anos de guerra. Com o Acordo
Geral de Paz, assinado em Roma em 1992, o país reencontra
a estabilidade política. As tendências do número
de alunos matriculados assim como da taxa de novas admissão
tornaram-se positivas.
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