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O Plano Prospectivo Indicativo e o Sistema Nacional de Educação O fim do conflito armado na Rodésia e o ambiente de paz
que se perspectivava na região permitiram que Moçambique
desenhasse um plano de desenvolvimento nacional, visando a erradicação
da pobreza e a redução dos desequilíbrios herdados
do passado colonial. Nesse contexto, é desenhado e introduzido
em 1983, o Sistema Nacional de Educação (SNE). O sistema
foi perspectivado em ligação estreita com as abordagens
e perspectivas de desenvolvimento sócio- económico
traçadas no Plano Prospectivo Indicativo (PPI), que estabelecia
como meta "a vitória sobre o subdesenvolvimento"
numa década. O SNE preconizava a introdução, de forma gradual,
da escolaridade obrigatória e universal de sete classes para
as crianças em idade escolar. O sistema priorizava, ainda,
as acções de formação no ensino técnico
de forma a garantir a mão-de-obra qualificada requerida pelos
diferentes projectos inseridos no PPI. O programa atribuía
um papel fundamental à alfabetização e educação
de adultos, como pré-requisito para erradicação
da pobreza e melhoria das condições de vida dos trabalhadores
das zonas rurais e urbanas e para incrementar o acesso à
formação técnico-profissional, criando as bases
do conhecimento técnico-científico necessárias
ao aumento da produção e produtividade. O SNE, atribuindo um papel fundamental à capacitação
de professores do ensino básico, estabeleceu um sub-sistema
de formação integrado em dois níveis (básico
e médio) e o subsistema de ensino superior com a função
de formar os quadros necessários à direcção
e gestão dos diferentes sectores sociais e económicos
e à promoção e desenvolvimento da investigação
científica (RPM: 1985). Contudo, devido a factores externos e internos ao próprio sistema educativo, muitas das inovações pretendidas com a reforma educacional acabaram por não se materializar. |
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