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Evolução dos ingressos após a independência Com a independência nacional inaugura-se um processo de rápidas
e profundas transformações sócio-económicas,
políticas e culturais. Um dos primeiros efeitos dessas transformações
foi o alargamento da oferta educacional. O sector experimentou uma significativa expansão da rede
escolar, principalmente, do ensino primário, abrangendo amplos
segmentos populacionais até então excluídos.
A nacionalização dos estabelecimentos escolares, decretada
logo a seguir à independência, pretendia eliminar os
diferentes factores de discriminação social e assegurar
a democratização do acesso à escola, com o
intuito de consolidar a identidade e unidade nacionais. Entre 1975 e 1981 regista-se um aumento significativo dos efectivos
escolares do ensino primário, que cresceram a uma _taxa média
anual de 15,6%, passando de 600 mil alunos, em 1975, para mais de
1,4 milhões em 1979. Note-se que o alargamento do acesso
era conjugado com um aumento da proporção de raparigas
no sistema. A população de raparigas no sistema evoluiu de 33%
do total, em 1975, para próximo de 44% em 1981, conforme
ilustra o gráfico 3.2. A expansão do acesso foi também
produto do aumento substancial no número de estabelecimentos
escolares. Todavia, é pertinente mencionar que a forma de que se revestiu a nacionalização induziu a um retraimento da participação de alguns actores sociais envolvidos no sector da educação, principalmente, das confissões religiosas e dos agentes privados, deixando ao Estado a responsabilidade da educação dos moçambicanos da creche à universidade. |
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