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As perspectivas da alteração do quadro diagnóstico
da educação deverá ter em consideração
o ambiente e o contexto em que os processos de mudança ocorrem
actualmente. Existe um determinado número de factores que jogam a favor
das transformações a empreender para melhorar o desempenho
do sistema educativo moçambicano. Tais factores, podem e
devem ser vistos como oportunidades para mudanças e são,
nomeadamente: Por outro lado, o plano estratégico para o sector da
educação, traduz as transformações
prioritárias a operar no sistema educacional, orientadas
incisivamente para a expansão do ensino e melhoria da sua
qualidade. A contribuição da educação na redução
da pobreza implica que se coloque ênfase na melhoria substancial
da eficiência do ensino, especialmente o primário,
para que se possa expandir e universalizar em condições
razoáveis e sustentáveis. A universalização da educação básica
pressupõe o desenvolvimento de modalidades de ensino supletivo
como a alfabetização de adultos e jovens, com currículos
funcionais e conteúdos de ensino relevantes que contribuam
para a transformação e modernização
dos processos produtivos. Estas intervenções visam atingir o objectivo da
universalização de uma educação básica
de qualidade e relevante para as necessidades dos próprios
alunos e das comunidades, o que é um requisito fundamental
na estratégia da redução da pobreza. No quadro desta estratégia, haverá que repensar
o lugar e a importância do ensino secundário. Com
efeito, os desenvolvimentos projectados para o ensino básico
não poderão concretizar-se sem a intervenção
do ensino secundário. Professores suficientes em qualidade
e quantidade para o ensino primário dependem do fortalecimento
da capacidade do ensino secundário. Ao ensino secundário
cabe ainda preparar jovens para a vida activa e para a prossecução
da sua formação no ensino superior. Ao nível do ensino técnico é das escolas de artes e ofícios e agricultura, que se espera uma contribuição valiosa para arevitalização do tecido produtivo das zonas rurais. Estas escolas deverão oferecer formação baseada em currículos flexíveis e abertos que ofereçam de forma contínua, oportunidades de enquadramento educativo para jovens e adultos. |
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