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Alfabetização e educação de adultos Ao nível da alfabetização e educação
de adultos, tal como referido para o ensino geral, a partir de 1983
os efeitos da guerra fizeram-se sentir com bastante acuidade neste
sub-sector. Desde então, a participação da
população nas actividades de alfabetização
diminuiu drasticamente, principalmente nas zonas rurais. Mas mais
do que a guerra, outros factores que contribuíram para essa
rápida redução e desânimo são,
entre outros: (MINED, 1990).
A abordagem adoptada para as actividades de alfabetização,
que consistia na organização de uma campanha nacional,
sem tomar em conta as características específicas
dos grupos sociais a que se dirigia, ou as características
particulares das diferentes regiões do país, mostrou-se
inadequada. Urge então encontrar uma saída que possa re-insuflar
o mesmo entusiasmo com que as populações abraçaram
as campanhas de alfabetização nos primeiros anos
após a Independência. Isso só pode ser conseguido
através de programas e conteúdos que respondam às
necessidades e aspirações reais dos alfabetizandos
e lhes permitam encarar o tempo dedicado à aprendizagem
como um benefício de oportunidade e não um custo.
Neste esforço, não se pode obviamente arremessar
todas as responsabilidade do provimento de educação
ao Estado. Outras instituições tais como as autarquias
e órgãos de poder local poderão de desempenhar
um papel de relevo. O desafio da alfabetização de adultos torna-se
mais complexo quando tivermos em conta que a incidência
do analfabetismo não se distribui de uniformemente ao longo
do país, havendo regiões com maior número
de população alfabetizada do que noutras. Esta é
uma das consequências, por um lado, da forma assimétrica
como o ensino colonial se havia implantado no território,
mas também do impacto diferenciado da guerra nas infra-estruturas
escolares. O gráfico 3.16 ilustra precisamente as assimetrias gritantes em termos de percentagem da população alfabetizada. Nas 11 regiões administrativas do país, a taxa de analfabetismo na população adulta varia entre 15% na Cidade de Maputo e 75% na província nortenha de Cabo Delgado, contra uma taxa média nacional estimada em 60,5% da população adulta. |
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