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Ensino secundário e técnico-profissional O problema de maior apreensão do ensino secundário
é a sua baixa eficiência e qualidade. Do ponto de vista
de cobertura, o ensino secundário enquadra em 1999, cerca
de 64 mil alunos no 1º ciclo e 8 mil no 2º, o que corresponde
a uma taxa de escolarização bruta de 6% e 1%, respectivamente.
Estes níveis de cobertura são manifestamente baixos,
tanto em relação à distribuição
da população escolar pelos diferentes níveis
de ensino, como ainda face à população absoluta
do país. Por outro lado, há uma percepção generalizada
de que o currículo do ensino secundário é
muito académico e enciclopédico. Isto reflecte, em
parte, uma concepção de ensino secundário virada
principalmente para fornecer graduados às universidades e
o seu limitado enfoque sobre a criação e fortalecimento
de habilidades e aptidões para o enquadramento dos jovens
que, não conseguindo lugar nas universidades, devem integrar-se
no mercado de trabalho. Acresce-se a isto o reduzido número
de professores qualificados neste nível. Apenas 25% do corpo
docente que ministra o 1º ciclo do ensino secundário
possui qualificação para leccionar este nível,
com implicações óbvias sobre a qualidade. A rápida expansão do ensino primário e as
melhorias que este começa a registar na sua eficácia
interna, estão a impor necessidades adicionais que o actual
ensino secundário não tem capacidade de acomodar. O problema do nível secundário de ensino é
agravado pelo desajustamento crónico do ensino técnico-profissional
face às características e dinâmica actual da
economia moçambicana. Concebida nos finais da década
de 1970, a estrutura curricular do ensino técnico foi desenhada
para responder às necessidades de uma economia centralmente
planificada e, mais concretamente, no contexto de um PPI através
do qual o governo preconizava alterar profundamente o estágio
de atraso da economia moçambicana. Nessa base, escolas elementares agrícolas e de artes e ofícios
foram eliminadas e a estrutura de especialidades dos cursos básicos
e médios passou a ser bastante diversificada. Os desafios que se colocam ao ensino técnico nas condições actuais do mercado nacional, impõem medidas apropriadas visando a melhoria da eficiência da formação e dos mecanismos de articulação com os parceiros sociais, nomeadamente os empregadores. |
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