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O Plano Estratégico de Educação Após as primeiras eleições multipartidárias
de 1994, o governo saído do processo eleitoral define uma
política global visando a normalização e reconstrução
da vida social e económica do país, com ênfase,
numa primeira fase, na criação de um quadro macro-económico
estável de acordo com o paradigma económico que inspira
as regras e condições do Fundo Monetário Internacional
(FMI) e do Banco Mundial. A Política Nacional da Educação (PNE) de 1995,
integrando o programa global do primeiro governo multipartidário,
define os objectivos e principais linhas de acção
do sector da educação que orientaram as reflexões
e debates de que resultou a concepção e elaboração
do Plano Estratégico de Educação. Até 1993/94, como indica o gráfico 3.7, os níveis
de escolarização foram baixando em virtude da instabilidade
imposta pela guerra, aliada à destruição de
escolas e redução do número de professores,
seguindo-se depois, um período de crescimento consistente
e contínuo até 1999. Contudo, embora em termos absolutos
a população que frequentou o EP1 em 1999 seja superior
à registada em 1981, este crescimento não conduziu
ainda à recuperação da capacidade de escolarização
que o sistema havia atingido naquele ano em relação
ao universo populacional que constituía a procura agregada. A taxa de admissão, que é um indicador através
do qual se pode aferir da capacidade de oferta do sistema, confirma
a constatação de que houve uma perda real das oportunidades
de acesso à educação que as crianças
moçambicanas tinham conquistado. O gráfico 3.8 demonstra
essa realidade.
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