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Em comparação com os resultados observados em 1998,
registou-se uma subida no IDH nacional de 0.288 para 0.300, ou seja,
uma variação de 4,2%. Das onze regiões administrativas,
seis registaram um desempenho acima da média nacional (Inhambane,
Niassa, Cabo Delgado, Tete Zambézia e Maputo Província),
e as restantes cinco (Gaza, Nampula, Manica, Sofala e Maputo Cidade)
tiveram um desempenho abaixo dessa média. As províncias com um índice inferior ao IDH nacional
tiveram, com a excepção de Manica, uma taxa de variação
superior à do país, aproximando-se assim dessa média.
As províncias com um índice superior ao IDH nacional,
por sua vez, registaram, com a excepção de Maputo
Província e Inhambane, uma taxa de evolução
inferior à média nacional. A manter-se esta tendência,
os resultados apontam para um decréscimo da variação
provincial em torno de um IDH nacional em ascensão, ou seja,
um nivelamento por cima acompanhado por uma concomitante redução
das assimetrias regionais. A análise das componentes dos IDHs provinciais revela uma
variação positiva e relativamente uniforme nos índices
da educação e saúde. Conforme tivemos oportunidade
de referir anteriormente, estes índices são pouco
dinâmicos e, consequentemente, pouco susceptíveis de
grandes oscilações anuais. Das seis províncias cujo desempenho se situou acima do valor
nacional, o factor que mais contribuiu para os resultados verificados
foram os seus índices do PIB per capita. De facto, as três
regiões com o maior aumento percentual dos seus IDHs (Zambézia,
Maputo Província e Tete) registaram elevadas taxas de crescimento
dos seus PIBs. No caso da Província de Maputo, o impacto do projecto MOZAL
teve um peso determinante no aumento de 28% no seu PIB real per
capita. Em Tete, por sua vez, o reinício da exploração
mineira em Moatize proporcionou um aumento de 11,1% do seu PIB real
per capita. Na Província da Zambézia assistiu-se ao
um processo de crescimento económico mais diversificado,
com elevadas contribuições dos sectores da electricidade,
administração publica, educação, saúde
e agricultura. A dimensão da economia moçambicana
bem como das suas partes constituintes deixa bem patente o peso
que um projecto de grande envergadura pode ter no desempenho da
economia nacional ou regional. Entre o grupo de províncias com um desempenho abaixo do
valor nacional, verificou-se um fraco desempenho no índice
da educação bem como, em termos relativos, no índice
do PIB per capita em Manica, Sofala, e Maputo Cidade. De salientar o fraco desempenho das economias de Manica e Sofala
durante 1999, com taxas de crescimento de 1,8% e 1,9% respectivamente,
reflexo da crise económica verificada no vizinho Zimbabwe.
As fortes ligações económicas entre estas duas
províncias e o Zimbabwe, nomeadamente por via dos serviços
garantidos pelo Corredor da Beira, tornam a região particularmente
sensível à evolução da economia zimbabweana.
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